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Triplica número de pessoas com nível superior no Brasil, aponta IBGE

Publicada em 26/02/2025 às 21:21hJC Online

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Triplica número de pessoas com nível superior no Brasil, aponta IBGE

A porcentagem da população brasileira com ensino superior completo praticamente triplicou nas duas últimas décadas, de acordo com novos dados do Censo 2022 sobre educação, divulgados nesta quarta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), embora ainda esteja distante da média dos países europeus.

 

O IBGE aponta que, entre 2000 e 2022, a proporção das pessoas com 25 anos ou mais de idade com nível superior completo cresceu 2,7 vezes, passando de 6,8% para 18,4%. O aumento é considerado significativo, porém ainda está muito abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com o relatório Education at a Glance de 2022, essa porcentagem era de 48%.

 

"Em 22 anos, tivemos uma evolução surpreendente; o número de pessoas com nível superior completo praticamente triplicou e o número daquelas com ensino médio completo chegou a dobrar", afirmou o pesquisador Bruno Mandelli, do IBGE. "Mas, sim, o grupo dos graduados ainda é minoritário, abaixo dos 20%. No grupo dos mais envelhecidos, o acesso à educação foi mais difícil na juventude; e isso ainda tem um peso considerável na porcentagem final."

 

ENSINO SUPERIOR

O aumento no porcentual de brasileiros com ensino superior completo coincide com o período de explosão no número de matrículas na modalidade a distância no Brasil. De acordo com os dados do Censo da Educação Superior, do Ministério da Educação (MEC), em 2000 o País tinha 1.682 estudantes matriculados no ensino superior na modalidade a distância. Em 2022, o número passou para 4,3 milhões.

 

Como o Estadão mostrou, os cursos remotos ganharam mais alunos diante da facilidade logística e pelos custos mais baixos A estatística mostra que mesmo tempo em que o número de matrículas a distância cresce, a quantidade de alunos no presencial vem caindo.

 

A porcentagem de pessoas com ensino superior completo aumentou entre brancos e negros (pretos e pardos), mas ainda há diferenças significativas entre as etnias. Na população preta, o aumento foi de 5,8 no período, saindo de 2,1% para 11,7%. Entre os pardos, o nível cresceu um pouco menos, 5,2 vezes, passando de 2,4% para 12,3%. O maior aumento foi entre os brancos, de 9,9% para 25,8%.

 

FREQUÊNCIA ESCOLAR

De maneira geral, a frequência escolar cresceu em todos os grupos etários até os 17 anos de idade. Para as crianças de 0 a 3 anos, a taxa de frequência escolar bruta saltou de 9,4% para 33,9%. Dos 4 a 5 anos, o aumento foi de 51,4% para 86,7%. Dos 6 aos 14 anos, a taxa está bem próxima da universalização, subindo de 93,1% para 98,3%. Finalmente, dos 15 aos 17 anos, a frequência escolar subiu de 77,4% para 85,3%

 

A única faixa etária em que foi registrado um recuo na frequência escolar foi a dos 18 ao 24 anos: de 31,3% para 27,7%. De acordo com os pesquisadores do IBGE o dado não é necessariamente ruim: isso aconteceu porque caiu o número de jovens dessa faixa etária ainda no ensino fundamental e médio.

 

"Isso diz mais sobre a composição dos jovens dessa faixa etária que estavam no ensino médio ou fundamental em 2000, o que deixava o dado inflado, e não porque estavam no ensino superior", explicou a pesquisadora do IBGE Juliana Souza, que apresentou os resultados. "Nos últimos 20 anos, esse fluxo educacional foi sendo regularizado; os jovens estão se formando na idade adequada. Além disso, houve também um aumento daqueles matriculados no ensino superior."

 

META DA EDUCAÇÃO INFANTIL

De acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE), a meta para 2016 era universalizar a educação infantil (4 a 5 anos), com pelo menos 50% das crianças de 0 a 3 anos na escola. Outra meta importante era de universalizar o ensino fundamental (dos 6 aos 14 anos) e médio (15 aos 17 anos) e de elevar a taxa bruta de matrículas na educação superior para pelo menos 50%.

 

Dentre os 5.570 municípios brasileiros, em apenas 646 a taxa de frequência escolar bruta das crianças de 0 a 3 anos superava os 50%. Por outro lado, em 325 municípios do País, o indicador estava abaixo dos 10%.

 

RESULTADOS EM PERNAMBUCO

De 2000 a 2022, na população de Pernambuco com 25 anos ou mais de idade, a proporção de pessoas que tinham nível superior completo cresceu 2,5 vezes: de 5,5% para 14%. Nesse período, o percentual de pessoas sem instrução ou sem concluir o ensino fundamental caiu de 68,9% para 42,8%. Além disso, a população nessa faixa etária com nível “Médio completo e superior incompleto” cresceu de 14,6%
para 31,3% entre 2000 e 2022, enquanto as pessoas com “Fundamental completo e médio incompleto” passaram de 9,9% para 12,0%.

 

Entre as pessoas com nível superior já concluído, observou-se que a maioria constitutiva desse grupo era composta, em Pernambuco, por pessoas que se autodeclararam brancas (49,39%) e pardas (41,86%). As autodeclaradas pretas ficaram no meio da distribuição com 7,93%. Os indígenas (0,58%) e os de cor ou raça amarela (0,21%) formaram o segmento minoritário do total de pessoas graduadas no estado. Importante destacar que, na população total do estado, essas categorias de cor ou raça representam, na mesma ordem acima, 33,6% (branca), 55,27% (parda) , 10,04% (preta), 0,92% (indígena) e 0,15% (amarela)

 

A relação entre os que frequentavam a escola com o total da população do mesmo grupo de idade atinge seu ápice em Pernambuco na faixa etária que vai dos 6 aos 14 anos (98,18%). Quando não há evasão, ausência ou reprovação desde o início da vida escolar, essa fase equivale ao chamado Ensino Fundamental.

 

Logo em seguida, a taxa de frequência escolar bruta apresenta uma queda entre pessoas de 15 a 17 anos de idade (84,75%), a menor da fase tradicional da educação básica no Estado.

 

Embora se saiba que existe, para cada idade, uma tendência a cursar determinado nível de ensino, vale salientar que esse indicador não considera se o estudante está na série esperada para sua faixa etária.

 

Na taxa de frequência escolar bruta é considerada apenas a relação entre os que frequentavam a escola regularmente e o total de pessoas da mesma faixa etária na data de referência da pesquisa.

 

Com Estadão Conteúdo




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