O prefeito de Paulista, Yves Ribeiro, em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta terça-feira (17), lamentou a situação dos repasses de recursos federais aos municípios. De acordo com Yves, os prefeitos estão fazendo um “grito de alerta” para que os repasses sejam reajustados, sob risco de falência dos municípios.
Na última semana, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou sua tradicional pesquisa anual, sobre o pagamento do 13º salário e a situação fiscal dos municípios. O levantamento apontou que 71% dos prefeitos e prefeitas, que terminam mandatos em 31 de dezembro, tiveram crise financeira e falta de recursos como maior desafio de gestão nos últimos quatro anos.
Diante desse contexto, Yves revelou que seu mandato atual foi “o mais difícil” de suas sete gestões como prefeito. Além dos três mandatos em Paulista, Yves também foi prefeito por duas vezes em Itapissuma e Igarassu. O atual gestor de Paulista destacou que nunca passou por “uma crise tão grande”.
Criticando a situação dos repasses federais, Yves usou como exemplo os valores aplicados na saúde municipal. De acordo com o prefeito paulistense, os valores estão há 10 anos sem reajuste.
“Faz 10 anos que o governo federal não reajusta a saúde. Já pensou se fosse os prefeitos? Tava tudo preso. Na hora que você não cumpre, você é punido. Por exemplo, a gente tem que gastar apenas 54% da pessoal. Se você gastar 55%, você é punido. Faz 10 anos que o governo federal não repassa a linha da saúde e quem é punido é o povo”, disse.
Yves detalhou a dificuldade com os repasses, usando como exemplo o programa Farmácia Popular e Saúde da Família, e a diferença nos valores gastos pelo município e o repasse da União.
“Como exemplo, na Farmácia Popular, gastamos R$ 1 milhão, mas recebemos apenas cerca de R$ 140 mil da União. Em programas como o Saúde da Família, a União cobre 40% dos custos e o município arca com os outros 60%”, complementou.
Fonte: JC.