Pela terceira semana consecutiva, Pernambuco tem aumento dos indicadores de doenças respiratórias, especialmente motivado pelo avanço da H3N2. A epidemia de influenza em meio à pandemia de Covid-19, com alta circulação da ômicron no mundo, voltou a pressionar o sistema de saúde. A rede pública no estado bateu 80% de ocupação de UTIs, retornando ao nível de junho de 2021.
Em coletiva de imprensa na última quinta-feira (06), o secretário estadual de Saúde, André Longo, voltou a criticar a população e cobrar mais responsabilidade e rigor nas medidas sanitárias individuais, como uso de máscara, evitar aglomerações, lavar as mãos e se auto isolar em caso de sintomas gripais, mesmo que leves.
O governo, no entanto, ainda não anunciou qualquer retorno às restrições de atividades econômicas ou festas privadas de Carnaval. Longo voltou a dizer que a gestão só irá falar sobre o Carnaval na segunda quinzena de janeiro. A maioria das prefeituras, incluindo Recife e Olinda, anunciou, na última quarta-feira, que não haverá festejos de rua.
O governo ainda precisa definir também se, não havendo Carnaval, haverá feriado e como será o formato das festas.
No Ceará, o governador Camilo Santana (PT) já anunciou restrições, suspendendo todas as festas de Carnaval e pré-carnaval e reduzindo a capacidade de casamentos, formaturas, aniversários e eventos corporativos por 30 dias, com limite de 250 pessoas em ambientes fechados e 500 pessoas em ambientes abertos.
Na sexta-feira, o governador Paulo Câmara (PSB) se reuniu com prefeitos para alinhar informações e ações por conta da alta dos casos de doenças respiratórias no estado. Ele discutiu as demandas das cidades e reforçar a necessidade de as prefeituras atualizarem seus planos de contingência