Dados de uma nova pesquisa Ipec divulgados nesta quinta-feira mostram que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado ótimo ou bom por 35% dos brasileiros. A avaliação positiva, no entanto, está no mesmo patamar de sua reprovação, já que outros 34% definem a gestão como ruim ou péssima. Outros 28% apontam o governo como regular.
A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 9 de setembro e entrevistou 2 mil pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento mostra ainda um recuo na aprovação do presidente de julho deste ano até agora, já que 37% dos entrevistados consideravam sua gestão ótima ou boa antes. A negativa, por sua vez, avançou três pontos percentuais. Já o percentual de pessoas que avaliam de forma regular o governo Lula era de 31%, em julho.
Com o resultado da atual pesquisa, as avaliações positivas e negativas do governo Lula voltaram a se aproximar. A diferença entre os dois grupos havia passado de 1 ponto percentual para 6 pontos entre março e julho. Agora, essa distância volta ao patamar de apenas 1 ponto.
O levantamento perguntou ainda se os entrevistados aprovam ou desaprovam a forma como Lula está governando. O resultado apresenta variações dentro da margem de erro da pesquisa. São 49% da população os que aprovam e 45% os que desaprovam (eram 50% e 44% em julho, respectivamente). Os entrevistados que não souberam responder foram 6% nos dois levantamentos.
A confiança no presidente Lula também oscilou, passando de 46% na pesquisa passada para 45% agora. O percentual de quem respondeu não confiar passou de 51% para 52%. Nos dois levantamentos, 3% não souberam responder.
A confiança em Lula é maior entre quem considera ótima ou boa sua gestão (92%); declara ter votado em Lula na eleição de 2022 (82%); tem renda mensal familiar de até 1 salário mínimo (61%); é menos escolarizado (59%); morador da região Nordeste (57%) e entre quem é católico (51%).
Já entre quem respondeu não confiar no petista, são maioria os que consideram ruim ou péssima a sua administração (97%); quem afirma ter votado em Jair Bolsonaro (89%) ou ter votado em branco/nulo na eleição de 2022 (71%); quem tem renda mensal familiar superior a 5 salários mínimos (69%); evangélicos (64%); moradores da região Sul (63%); quem tem ensino superior (62%); aqueles com renda mensal familiar de mais de 2 a 5 salários mínimos (59%) e quem se autodeclara branco (58%).
Do Jornal O Globo