Um eventual retorno do horário de verão virou motivo de preocupação entre autoridades eleitorais que veem risco de aumento da abstenção. A avaliação é de que uma mudança antes do pleito poderia prejudicar eleitores que moram em lugares distantes e têm dificuldades para chegar às zonas eleitorais.
O governo ainda não bateu o martelo sobre voltar com a medida avaliada para reduzir impactos da crise hídrica. Um estudo técnico deve ser apresentado ao Ministério de Minas e Energia na segunda-feira (16).
Integrantes de tribunais eleitorais afirmam que não receberam consulta do governo federal e que a mudança seria “muito grave” sob a perspectiva de impactos e consequências eleitorais.
Faltam vinte e três dias para as eleições, tempo considerado por magistrados da justiça eleitoral como insuficiente para orientar devidamente a população. Além disso, as urnas eletrônicas, que serão utilizadas no pleito de 6 de outubro, estão fechadas. Elas foram lacradas sem a previsão de que o país estaria operando com este fuso horário diferente em algumas regiões.
O horário de verão atrasa o relógio em uma hora. No caso da região Norte, que já opera em fuso diferente, o impacto é maior. O Acre, por exemplo, ficaria com 3 horas de diferença em relação a Brasília
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